Uma década tão revivida nos dias de hoje tem, finalmente, um livro que a retrata como nunca. João Pedro Bandeira viveu de perto essa década, tão vibrante e entusiasmante, condensou em 230 páginas o que ficou dos anos 80: na música, no cinema, na televisão, no desporto, na moda e na política, na tecnologia, na ciência e nos costumes. Os objectos, os jogos e os hobbies que nos marcaram. Tudo em textos curtos, com muitos quadros de fácil consulta. O mais importante, mas também o mais curioso, o mais engraçado, o mais estranho ou mais surpreendente. Nem princípio nem fim.
Para facilitar a leitura, criaram-se 12 "colecções":
- Bonecada: os desenhos animados da década;
- Cassete: as músicas que dominaram os topes em Portugal;
- É bom, não foi: os artistas que viveram um único grande êxito;
- E o vencedor é: as listas dos vencedores de grandes prémios;
- Entre aspas: frases que ficaram da década;
- Grande ecrã: os filmes marcantes;
- O que é feito de: onde param alguns protagonistas dos 80s?
- O verdadeiro nome de: tal como está no BI de muitos artistas;
- Quadro de programação: os grandes programas de televisão;
- Reclames: a publicidade da época;
- Telex: factos, em apenas uma linha;
- Séries em TV: as séries imperdíveis da televisão.
Biblia dos Anos 80 - José Pedro Bandeira (Prime Books, 2010)
http://www.rtp.pt/icmblogs/rtp/manhas-da-3/?k=Biblia-dos-Anos-80.rtp&post=27171
Uma década tão presente e revivida nos dias de hoje tem, finalmente, um livro que a retrata como nunca, preenchendo um vazio existente no nosso meio literário. Um jornalista que viveu de perto essa década, tão vibrante e entusiasmante, condensou em mais de 200 páginas o que ficou dos anos 80: na música, no cinema, na televisão, no desporto, na moda e na política. Na tecnologia, na ciência e nos costumes. Os objectos, os jogos e os hobbies que nos marcaram. Tudo em textos curtos, com muitos quadros de fácil consulta. O mais importante, mas também o mais curioso, o mais engraçado, o mais estranho ou o mais surpreendente. Sempre com o rigor da informação e dos números. Um livro de mesa-de-cabeceira, para juntar a outros três títulos desta colecção já editados, e com grande sucesso, pela Prime Books: "Bíblia do Benfica", "Bíblia do Sporting" e "Bíblia do FC Porto". Com a mesma receita: reúne o essencial e mostra o mais apetecível. Não tem ordem nem método. Nem princípio nem fim. Rui veloso, autor do disco português que desbravou todos os caminhos da nossa música moderna, e ele próprio um símbolo da geração dos 80, assina o prefácio.
Wook
exemplos:
http://bibliadosanos80.wordpress.com/2011/01/30/cliff-richard-dreamin/
http://bibliadosanos80.wordpress.com/2011/01/25/uhf1981/
http://bibliadosanos80.wordpress.com/2011/02/17/blondie-em-portugal/
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
A última vontade
Já passa da uma da manhã. A minha mulher continua sem aparecer e a gata Genoveva não pára de me lamber os calcanhares como se fossem gelado de limão. Dantes, as coisas e as pessoas eram muito mais simples, mas a tecnologia transformou tudo. Até as gatas. Escureço aos poucos na calma idílica dos subúrbios enquanto Ian Dury, preso nas ondas da telefonia, continua a sussurrar o seu convite: «Walk up and make love with me.» Não entendi ainda se será uma alusão discreta à minha mulher ou à gata mas, bem vistas as coisas, vai dar ao mesmo.
Ian não se preocupa e vai por aí, como se fora um fantasma de Régio em busca de horizontes proíbidos. Nota a nota, dedo a dedo, quase literariamente. Os tempos de «Sex and drugs and rockn'roll» são hoje uma leve imagem do passado quando ainda havia tempo para sonhar. Quando a juventude era um acto irreverente a caminho do futuro. Pelo que me diz respeito, perdi de vez os sonhos e as ilusões. Já não duvido sequer de que a minha gata - disse-vos já que se chama Genoveva - nunca vai ser a protagonista da «Tragédia da Rua das Flores», nem sequer em versão soft-cora de um grupo amador da Pampilhosa. Alguns amigos tentam ainda convençer-me de que isso acabará por acontecer, mas esgotei todas as esperanças. A pobre Genoveva está inevitavelmente condenada a nunca passar de raticida com patas.
Dizem-me, no entanfo, que nem tudo está perdido. E apontam-me como alternativa a música dos Duran Duran. A custo faço por ouvir. Como seria possível viver sem os Duran Duran? Como poderia suportar a infidelidade da minha mulher e as lambidelas teimosas da minha gata, se não fossem os Duran Duran? Como acordaria amanhã se os Duran Duran não existissem? Sem os Duran Duran, a minha passagem pelo mundo dos vivos ficaria inevitável e indefinidamente votada ao desencanto e à mais cruel das amarguras, à lágrima de quem vê pela última vez a mirífica paisagem de um oásis imarcessível e quedo como as cataratas do longínquo Niagara.
Mas há os Duran, pois. E, com um pouco de sorte, pode até ser que Reagan, Andropov e Kim Il Sung acabem por se entender e estabeleçam um reino universal duradouro. Pode ser que D. Sebastião não tenha morrido e que Vasco volte, um dia destes, do meio da neblina. Pode ser, enfim, que o general presidente seja um gajo porreiro e o nosso capataz acabe finalmente com a merda da crise. Coitada da crise. Penso nela e não consigo esquecer a minha pobre Genoveva que nunca será Lurdes Norberto.
Se ao menos o senhor Nicholson lhe arranjasse um lugarzinho nas «Origens»... Nem que fosse como dama de companhia da Sra. D. Helena Isabel. Assim como assim já estou por tudo. Eu e a minha mulher, coitada, que anda por aí aos caídos, à espera que um de nós tome a iniciativa de partir para o Lesotho. Só ainda não o fiz porque sou um tipo pouco dado a aventuras. A fé no Além e os manuscritos do jovem Marx de 1844 têm sido os meus sustentáculos, mas agora já nem isso resulta.
O meu amigo Viriato pediu-me que lhe escrevesse o comentário para o Roteiro de Discos, na esperança de me elevar a moral, que já atingiu uma cotação inferior à do escudo. Faço as derradeiras tentativas. Primeiro com o disquito dos Da Vinci, que mão alarve por aqui deixou. «Caminhando», dizem eles, e fica-me a dúvida sobre se já terão chegado à beira do abismo ou se começaram a partir daí. Falam de Hiroshima e de Lisboa no ano 10.000. Felizmente já cá não estarei para ver como é. Tento, de seguida, os Mezzoforte. O som é óptimo, a execução perfeita, a força incrível. E seria ainda melhor se não fosse esta história da minha mulher e a língua áspera da Genoveva que optou agora pelo meu tornozelo direito.
Regresso a Ian Dury, enquanto o prato do gira-discos continua a girar, em seco. Eu também. Espero apenas que o Espírito Santo, os três pastorinhos e o dr. Kalinine cuidem do meu espírito e tratem bem da Genoveva. Se possível que a apresentem a alguém da Edipim onde, mesmo que não resulte como actriz, poderá vir a ter sucesso como intérprete feminina da 149ª versão de «Quando o Coração Chora». A Genoveva, coitada, que tão bem sabe miar em lá menor. Abraço-vos.
EDGAR HI FI
«Foram estas as últimas palavras que escreveu antes de se pendurar pelo pescoço na barra da cama. Tinha 24 anos, o serviço militar cumprido e dizem que só se entendia bem com os cães vadios...» (de uma reportagem de José Jorge Letria, publicada em «Até ao pescoço», suplemento especial de «O Diário»).
Viriato Tels, Se7e, 15/Jun/1983
Ian não se preocupa e vai por aí, como se fora um fantasma de Régio em busca de horizontes proíbidos. Nota a nota, dedo a dedo, quase literariamente. Os tempos de «Sex and drugs and rockn'roll» são hoje uma leve imagem do passado quando ainda havia tempo para sonhar. Quando a juventude era um acto irreverente a caminho do futuro. Pelo que me diz respeito, perdi de vez os sonhos e as ilusões. Já não duvido sequer de que a minha gata - disse-vos já que se chama Genoveva - nunca vai ser a protagonista da «Tragédia da Rua das Flores», nem sequer em versão soft-cora de um grupo amador da Pampilhosa. Alguns amigos tentam ainda convençer-me de que isso acabará por acontecer, mas esgotei todas as esperanças. A pobre Genoveva está inevitavelmente condenada a nunca passar de raticida com patas.
Dizem-me, no entanfo, que nem tudo está perdido. E apontam-me como alternativa a música dos Duran Duran. A custo faço por ouvir. Como seria possível viver sem os Duran Duran? Como poderia suportar a infidelidade da minha mulher e as lambidelas teimosas da minha gata, se não fossem os Duran Duran? Como acordaria amanhã se os Duran Duran não existissem? Sem os Duran Duran, a minha passagem pelo mundo dos vivos ficaria inevitável e indefinidamente votada ao desencanto e à mais cruel das amarguras, à lágrima de quem vê pela última vez a mirífica paisagem de um oásis imarcessível e quedo como as cataratas do longínquo Niagara.
Mas há os Duran, pois. E, com um pouco de sorte, pode até ser que Reagan, Andropov e Kim Il Sung acabem por se entender e estabeleçam um reino universal duradouro. Pode ser que D. Sebastião não tenha morrido e que Vasco volte, um dia destes, do meio da neblina. Pode ser, enfim, que o general presidente seja um gajo porreiro e o nosso capataz acabe finalmente com a merda da crise. Coitada da crise. Penso nela e não consigo esquecer a minha pobre Genoveva que nunca será Lurdes Norberto.
Se ao menos o senhor Nicholson lhe arranjasse um lugarzinho nas «Origens»... Nem que fosse como dama de companhia da Sra. D. Helena Isabel. Assim como assim já estou por tudo. Eu e a minha mulher, coitada, que anda por aí aos caídos, à espera que um de nós tome a iniciativa de partir para o Lesotho. Só ainda não o fiz porque sou um tipo pouco dado a aventuras. A fé no Além e os manuscritos do jovem Marx de 1844 têm sido os meus sustentáculos, mas agora já nem isso resulta.
O meu amigo Viriato pediu-me que lhe escrevesse o comentário para o Roteiro de Discos, na esperança de me elevar a moral, que já atingiu uma cotação inferior à do escudo. Faço as derradeiras tentativas. Primeiro com o disquito dos Da Vinci, que mão alarve por aqui deixou. «Caminhando», dizem eles, e fica-me a dúvida sobre se já terão chegado à beira do abismo ou se começaram a partir daí. Falam de Hiroshima e de Lisboa no ano 10.000. Felizmente já cá não estarei para ver como é. Tento, de seguida, os Mezzoforte. O som é óptimo, a execução perfeita, a força incrível. E seria ainda melhor se não fosse esta história da minha mulher e a língua áspera da Genoveva que optou agora pelo meu tornozelo direito.
Regresso a Ian Dury, enquanto o prato do gira-discos continua a girar, em seco. Eu também. Espero apenas que o Espírito Santo, os três pastorinhos e o dr. Kalinine cuidem do meu espírito e tratem bem da Genoveva. Se possível que a apresentem a alguém da Edipim onde, mesmo que não resulte como actriz, poderá vir a ter sucesso como intérprete feminina da 149ª versão de «Quando o Coração Chora». A Genoveva, coitada, que tão bem sabe miar em lá menor. Abraço-vos.
EDGAR HI FI
«Foram estas as últimas palavras que escreveu antes de se pendurar pelo pescoço na barra da cama. Tinha 24 anos, o serviço militar cumprido e dizem que só se entendia bem com os cães vadios...» (de uma reportagem de José Jorge Letria, publicada em «Até ao pescoço», suplemento especial de «O Diário»).
Viriato Tels, Se7e, 15/Jun/1983
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Lovely Eighties
Será possível juntar num só disco, o «Still loving you» dos Scorpions, a «Nikita» de Elton John, o «I just called to say I love you» de Stevie Wonder, o «We are the World» e toda a restante parada de monstruosidades que assaltaram os tops nos últimos anos? Claro que sim!
A Discossete acaba de editar «Lovely Eighties», a reunião dos pesadelos mais profundos, sob o formato musical, que nasceram na década passada.
Mesmo memórias que acreditávamos enterradas para sempre, como «Touch me (I want your body)» daquela que vocês bem conhecem, «Lover Why» dos Century e «I should have known better» do temível Jim Diamond estão lá.
Mas é uma produção de rigor, claro, que pretende facilitar a vida a todos aqueles que na altura não adquiriram este ou aquele êxito, mas que agora já podem dormir em sossego: a equipa da Discossete fez o trabalho por vós. As suas recriações unidas num único e longo «medley» que ocupa as duas faces do disco, são fiabilíssimas, quase não sendo possível distinguir entre os originais e as vozes dos misterioso quarteto Ricky Stewart/Steve Young/Helen/Leo.
Todos os tiques e entoações dos artistas originais são duplicadas na máxima das perfeições, o que evitou a desagradável tarefa de ter que reunir num único estúdio todos os nomes citados. Até porque com as peculiares manias que costumam ostentar, o caso ia acabar mal, por certo. Assim tudo é mais simples, visto que para imitações estes senhores batem o conhecido Fernando Pereira aos pontos.
Apenas é de lamentar o facto de o disco não incluir também «Words» do F. R. David, mas afinal não seria possível repescá-los todos.
Público, 1991
A década de 80, foi um período bastante marcante na história do século XX segundo o ponto de vista dos acontecimentos políticos e sociais, é considerada como o fim da idade industrial e início da era da informação. Na música é a época das revelações e do surgimento das bandas rock e pop, para além de ser a década da música electrónica, da MTV, House Music, dos U2, do álbum mais vendido de sempre “Thriller” de Michael Jackson, de Madonna e do regresso de Tina Turner, trazendo um novo fôlego à música.
“Lovely's 80” é uma compilação de êxitos, que reúne alguns dos maiores sucessos dos anos 80, por entre as quais podemos ouvir: “Still Loving you”, “Nikita”, “I just called to say i love you”, “Like a virgin”, “Billie Jean”, “Touch me (I want your body)”, “Purple rain”, “The lady in red”, “It´s a sin”, “More than this”, ou ainda “Addicted to love”, entre tantos outros que lhe irão proporcionar longas horas de recordações.
Still Loving you, Nikita, I just called to say i love you, Yes, Drive, Hello, Careless whisper, Lover why, I should have known better, I wanna know what love is, We are the world, Final countdown, Like a virgin, Billie Jean, I want to break free, Rock me Amadeus, Somebody, Dancing in the dark, Every breath you take, Here i am, Baby Jane, Touch me (I want your body), You´re the voice, Woman, Ebony and ivory, Purple rain, Carrie, We´ve got tonight, Golden brown, Heaven, Glory of love, Against all odds, Up where we belong, The lady in red, Never say goodbye, It´s a sin, Moonlight shadow, Kiss, We don´t need another hero, Money for nothing, Missing you, Cambodia, Susanna, More than this, Beat it, Addicted to love, Life is life,
comprar
A Discossete acaba de editar «Lovely Eighties», a reunião dos pesadelos mais profundos, sob o formato musical, que nasceram na década passada.
Mesmo memórias que acreditávamos enterradas para sempre, como «Touch me (I want your body)» daquela que vocês bem conhecem, «Lover Why» dos Century e «I should have known better» do temível Jim Diamond estão lá.
Mas é uma produção de rigor, claro, que pretende facilitar a vida a todos aqueles que na altura não adquiriram este ou aquele êxito, mas que agora já podem dormir em sossego: a equipa da Discossete fez o trabalho por vós. As suas recriações unidas num único e longo «medley» que ocupa as duas faces do disco, são fiabilíssimas, quase não sendo possível distinguir entre os originais e as vozes dos misterioso quarteto Ricky Stewart/Steve Young/Helen/Leo.
Todos os tiques e entoações dos artistas originais são duplicadas na máxima das perfeições, o que evitou a desagradável tarefa de ter que reunir num único estúdio todos os nomes citados. Até porque com as peculiares manias que costumam ostentar, o caso ia acabar mal, por certo. Assim tudo é mais simples, visto que para imitações estes senhores batem o conhecido Fernando Pereira aos pontos.
Apenas é de lamentar o facto de o disco não incluir também «Words» do F. R. David, mas afinal não seria possível repescá-los todos.
Público, 1991
A década de 80, foi um período bastante marcante na história do século XX segundo o ponto de vista dos acontecimentos políticos e sociais, é considerada como o fim da idade industrial e início da era da informação. Na música é a época das revelações e do surgimento das bandas rock e pop, para além de ser a década da música electrónica, da MTV, House Music, dos U2, do álbum mais vendido de sempre “Thriller” de Michael Jackson, de Madonna e do regresso de Tina Turner, trazendo um novo fôlego à música.
“Lovely's 80” é uma compilação de êxitos, que reúne alguns dos maiores sucessos dos anos 80, por entre as quais podemos ouvir: “Still Loving you”, “Nikita”, “I just called to say i love you”, “Like a virgin”, “Billie Jean”, “Touch me (I want your body)”, “Purple rain”, “The lady in red”, “It´s a sin”, “More than this”, ou ainda “Addicted to love”, entre tantos outros que lhe irão proporcionar longas horas de recordações.
Still Loving you, Nikita, I just called to say i love you, Yes, Drive, Hello, Careless whisper, Lover why, I should have known better, I wanna know what love is, We are the world, Final countdown, Like a virgin, Billie Jean, I want to break free, Rock me Amadeus, Somebody, Dancing in the dark, Every breath you take, Here i am, Baby Jane, Touch me (I want your body), You´re the voice, Woman, Ebony and ivory, Purple rain, Carrie, We´ve got tonight, Golden brown, Heaven, Glory of love, Against all odds, Up where we belong, The lady in red, Never say goodbye, It´s a sin, Moonlight shadow, Kiss, We don´t need another hero, Money for nothing, Missing you, Cambodia, Susanna, More than this, Beat it, Addicted to love, Life is life,
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Jornal Blitz
O top dos singles mais vendidos na semana anterior à publicação do BLITZ nº 1 (Novembro de 1984)
Ler mais: http://blitz.sapo.pt/blitz-29-aniversario-primeiro-jornal-blitz-chegou-as-bancas-ha-29-anos=f89494#ixzz2sMNigo3R
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Os Sucessos Inesquecíveis da Música Portuguesa
Recorde as canções, aplauda os artistas... e escute uma vez mais.
A história da nossa música!
Finalmente reunida, a discoteca fundamental da melhor música portuguesa dos últimos 50 anos até hoje, num total de105 sucessos inesquecíveis que contam a história da nossa música!
• 105 sucessos inesquecíveis, incluindo temas que já se encontram gravados em CD e temas nunca antes editados pelas Selecções;
• 97 artistas de diferentes gerações e diferentes estilos musicais;
• 1 livro com curiosidades sobre a história da música portuguesa, ilustrado com fotografias dos cantores;
• 5 CD's com mais de 6 horas de boa música e 5 décadas de boas recordações.
Celebre connosco os melhores momentos e as mais preciosas recordações que a música portuguesa nos proporcionou ao longo dos últimos 50 anos.
Quem não se lembra do romantismo e da inocência das estrelas dos anos 60? E da ousadia dos anos 70? Recorde a graciosidade de Madalena Iglésias ao cantar Ele e Ela, a ternura de Tristão da Silva com Nem Às Paredes Confesso e o talento único de Amália Rodrigues com Povo Que Lavas No Rio… testemunhe o arrojo de Simone de Oliveira e de Fernando Tordo com temas tão marcantes como Desfolhada Portuguesa e Tourada… e evoque doces memórias ao som de 20 Anos, Recordar É Viver e Verde Vinho, nas vozes de José Cid e os Green Windows, Vítor Espadinha e Paulo Alexandre.
Relembre também os primeiros passos do rock português com o imortal Chico Fininho, de Rui Veloso, a irreverência dos anos 80 com António Variações e a Canção do Engate… cante com as fabulosas Doce o grande êxito Bem Bom e entre no sonho de Manuela Bravo com Sobe Sobe Balão Sobe, entre outros sucessos do Festival da Canção. Escute ainda os êxitos mais recentes, dos anos 90 até hoje – Jardins Proibidos, Se Eu Fosse Um Dia O Teu Olhar, Ao Passar Um Navio, Ó Gente da Minha Terra, Escrevi o Teu Nome ao Vento, A Máquina (acordou) e muitos mais, interpretados por nomes tão sonantes como Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Delfins, Mariza, Carminho e Amor Electro.
Sabia que?
Olhos Castanhos de Francisco José foi a canção portuguesa de maior sucesso no estrangeiro, tendo vendido um milhão de discos só no Brasil?
E que Rui Veloso recebeu 8 discos de platina pelo álbum de onde saiu o tema Não Há Estrelas No Céu, que é, ainda hoje, o disco português mais vendido de sempre?
Quem poderá esquecer o emblemático Os Meninos do Huambo, que deu a Paulo de Carvalho o primeiro disco de ouro da sua carreira? Ou A Minha Casinha, o “hino” dos Xutos & Pontapés que valeu à banda um dos 3 discos de platina que receberam em 1988? E o que dizer do sucesso dos Amália Hoje, cuja versão do tema Gaivota foi o maior êxito de vendas e de rádio de 2009 e 2010?
Da Oração de António Calvário ao Feitiço de André Sardet, passando por sucessos inesquecíveis como Eu Tenho Dois Amores de Marco Paulo, Ontem Hoje E Amanhã de José Cid ou Telepatia de Lara Li, este é o álbum onde encontrará todos os grandes êxitos das últimas décadas, incluindo o melhor do fado, os campeões de vendas da pop, os vencedores do Festival da Canção e os temas essenciais do rock.
São mais de 100 tesouros musicais para ouvir e guardar para sempre!
Selecções do Reader's Digest
A história da nossa música!
Finalmente reunida, a discoteca fundamental da melhor música portuguesa dos últimos 50 anos até hoje, num total de105 sucessos inesquecíveis que contam a história da nossa música!
• 105 sucessos inesquecíveis, incluindo temas que já se encontram gravados em CD e temas nunca antes editados pelas Selecções;
• 97 artistas de diferentes gerações e diferentes estilos musicais;
• 1 livro com curiosidades sobre a história da música portuguesa, ilustrado com fotografias dos cantores;
• 5 CD's com mais de 6 horas de boa música e 5 décadas de boas recordações.
Celebre connosco os melhores momentos e as mais preciosas recordações que a música portuguesa nos proporcionou ao longo dos últimos 50 anos.
Quem não se lembra do romantismo e da inocência das estrelas dos anos 60? E da ousadia dos anos 70? Recorde a graciosidade de Madalena Iglésias ao cantar Ele e Ela, a ternura de Tristão da Silva com Nem Às Paredes Confesso e o talento único de Amália Rodrigues com Povo Que Lavas No Rio… testemunhe o arrojo de Simone de Oliveira e de Fernando Tordo com temas tão marcantes como Desfolhada Portuguesa e Tourada… e evoque doces memórias ao som de 20 Anos, Recordar É Viver e Verde Vinho, nas vozes de José Cid e os Green Windows, Vítor Espadinha e Paulo Alexandre.
Relembre também os primeiros passos do rock português com o imortal Chico Fininho, de Rui Veloso, a irreverência dos anos 80 com António Variações e a Canção do Engate… cante com as fabulosas Doce o grande êxito Bem Bom e entre no sonho de Manuela Bravo com Sobe Sobe Balão Sobe, entre outros sucessos do Festival da Canção. Escute ainda os êxitos mais recentes, dos anos 90 até hoje – Jardins Proibidos, Se Eu Fosse Um Dia O Teu Olhar, Ao Passar Um Navio, Ó Gente da Minha Terra, Escrevi o Teu Nome ao Vento, A Máquina (acordou) e muitos mais, interpretados por nomes tão sonantes como Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Delfins, Mariza, Carminho e Amor Electro.
Sabia que?
Olhos Castanhos de Francisco José foi a canção portuguesa de maior sucesso no estrangeiro, tendo vendido um milhão de discos só no Brasil?
E que Rui Veloso recebeu 8 discos de platina pelo álbum de onde saiu o tema Não Há Estrelas No Céu, que é, ainda hoje, o disco português mais vendido de sempre?
Quem poderá esquecer o emblemático Os Meninos do Huambo, que deu a Paulo de Carvalho o primeiro disco de ouro da sua carreira? Ou A Minha Casinha, o “hino” dos Xutos & Pontapés que valeu à banda um dos 3 discos de platina que receberam em 1988? E o que dizer do sucesso dos Amália Hoje, cuja versão do tema Gaivota foi o maior êxito de vendas e de rádio de 2009 e 2010?
Da Oração de António Calvário ao Feitiço de André Sardet, passando por sucessos inesquecíveis como Eu Tenho Dois Amores de Marco Paulo, Ontem Hoje E Amanhã de José Cid ou Telepatia de Lara Li, este é o álbum onde encontrará todos os grandes êxitos das últimas décadas, incluindo o melhor do fado, os campeões de vendas da pop, os vencedores do Festival da Canção e os temas essenciais do rock.
São mais de 100 tesouros musicais para ouvir e guardar para sempre!
Selecções do Reader's Digest
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Elton John - O homem foguete explicado em números
Elton John aterra em Portugal pela terceira vez, e Jorge Manuel Lopes pede a todos os santinhos que não traga “Nikita”.
Um homem inglês de 1,69 metros chamado Reginald Dwight, de vozeirão na proporção inversa da saúde capilar, pouco amigo das dietas e apaixonado pela música da América (da negra do sul à bronzeada da costa oeste e à prateada de Las Vegas) anda a cantar e a entreter audiências há mais de 40 anos.
Usa o nome Elton John, é dos artistas mais bem sucedidos de sempre da música popular, e aproveita o aniversário redondo de carreira para se meter numa digressão que o traz de volta a Portugal no domingo. Não se sabe se David Fonseca vai subir ao palco do Pavilhão Atlântico para cantar “Rocket Man” em dueto com o criador, mas era bonito, não era?
No percurso de Elton John cabem muitos números. Como estes:
95 O número de semanas que “Nikita” vegetou no primeiro lugar do top português de singles em 1985 para 86 – e se não foram
95 semanas, só Deus sabe como pareceu. Sábado à tarde atrás de sábado à tarde, o Top Disco da RTP1 fechava com o pesaroso anúncio do apresentador (António Duarte e, salvo erro, Marcos André), seguido da imagem de Elton John no seu Bentley Continental vermelho descapotável, fotografando a esbelta oficial Nikita na sombra do Muro de Berlim. Nikita, a mulher de olhos claros, reprimida pelo mesmo regime que mantinha o leste europeu a toque de caixa. Nikita, o foco da fantasia romântica do à época ainda oficialmente bissexual Elton John. A mistura de humor camp com geopolítica, originalmente incluída no álbum Ice on Fire, incendiou as listas de vendas do mundo. Assim se prova, caros leitores, que os anos 80 não foram só néons coloridos, bons penteados extravagantes e sintetizadores a cheirar a novo.
40 São os anos de carreira que Elton John celebra na digressão que o traz pela terceira vez a palcos portugueses. A tour chama-se Rocket Man e aterrou na Europa, via Irlanda, a 6 de Junho. Os 40 anos são medidos a partir da edição do seu primeiro álbum, Empty Sky, que chegou às lojas britânicas a 3 de Junho de 1969. Um álbum que passou despercebido.
37 Milhões de unidade vendidas em todo o mundo por “Candle in the Wind 1997”, fazendo dele o single comercialmente mais bem sucedido de sempre. A balada havia sido concebida em louvor de Marilyn Monroe e gravada em 1973, mas a morte de Diana Spencer num túnel de Paris, a 31 de Agosto de 97, levou John e Bernie Taupin, o seu parceiro de sempre na escrita de canções, a fazerem uma versão em louvor da Princesa de Gales. O tema foi tocado a 6 de Setembro na Abadia de Wesminster, durante o funeral de Diana, e uma semana depois começava a chegar aos primeiros lugares das tabelas de todos os continentes.
Assim se prova, caros leitores, que os anos 90 não foram só descargas de batidas em raves, álbuns conceptuais dos Radiohead e canções britpop ouvidas como goladas de cerveja.
Jorge Manuel Lopes, Time Out
http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=3768
Um homem inglês de 1,69 metros chamado Reginald Dwight, de vozeirão na proporção inversa da saúde capilar, pouco amigo das dietas e apaixonado pela música da América (da negra do sul à bronzeada da costa oeste e à prateada de Las Vegas) anda a cantar e a entreter audiências há mais de 40 anos.
Usa o nome Elton John, é dos artistas mais bem sucedidos de sempre da música popular, e aproveita o aniversário redondo de carreira para se meter numa digressão que o traz de volta a Portugal no domingo. Não se sabe se David Fonseca vai subir ao palco do Pavilhão Atlântico para cantar “Rocket Man” em dueto com o criador, mas era bonito, não era?
No percurso de Elton John cabem muitos números. Como estes:
95 O número de semanas que “Nikita” vegetou no primeiro lugar do top português de singles em 1985 para 86 – e se não foram
95 semanas, só Deus sabe como pareceu. Sábado à tarde atrás de sábado à tarde, o Top Disco da RTP1 fechava com o pesaroso anúncio do apresentador (António Duarte e, salvo erro, Marcos André), seguido da imagem de Elton John no seu Bentley Continental vermelho descapotável, fotografando a esbelta oficial Nikita na sombra do Muro de Berlim. Nikita, a mulher de olhos claros, reprimida pelo mesmo regime que mantinha o leste europeu a toque de caixa. Nikita, o foco da fantasia romântica do à época ainda oficialmente bissexual Elton John. A mistura de humor camp com geopolítica, originalmente incluída no álbum Ice on Fire, incendiou as listas de vendas do mundo. Assim se prova, caros leitores, que os anos 80 não foram só néons coloridos, bons penteados extravagantes e sintetizadores a cheirar a novo.
40 São os anos de carreira que Elton John celebra na digressão que o traz pela terceira vez a palcos portugueses. A tour chama-se Rocket Man e aterrou na Europa, via Irlanda, a 6 de Junho. Os 40 anos são medidos a partir da edição do seu primeiro álbum, Empty Sky, que chegou às lojas britânicas a 3 de Junho de 1969. Um álbum que passou despercebido.
37 Milhões de unidade vendidas em todo o mundo por “Candle in the Wind 1997”, fazendo dele o single comercialmente mais bem sucedido de sempre. A balada havia sido concebida em louvor de Marilyn Monroe e gravada em 1973, mas a morte de Diana Spencer num túnel de Paris, a 31 de Agosto de 97, levou John e Bernie Taupin, o seu parceiro de sempre na escrita de canções, a fazerem uma versão em louvor da Princesa de Gales. O tema foi tocado a 6 de Setembro na Abadia de Wesminster, durante o funeral de Diana, e uma semana depois começava a chegar aos primeiros lugares das tabelas de todos os continentes.
Assim se prova, caros leitores, que os anos 90 não foram só descargas de batidas em raves, álbuns conceptuais dos Radiohead e canções britpop ouvidas como goladas de cerveja.
Jorge Manuel Lopes, Time Out
http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=3768
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